terça-feira, agosto 07, 2012

Auto sabotagem é um mecanismo de defesa do ego?



Pois é! Parece que aquela velha história do “ter medo de ser feliz” não é apenas uma impressão ou mania de perseguição de terceiros! As pessoas realmente preferem se auto-sabotar a correr o risco de sofrer uma rejeição, perder dinheiro, não passar no concurso ou não ser contratado.
Às vezes parece ser mais fácil inventar um motivo ou uma desculpa para uma possível derrota, que normalmente é mais psicológica do que real, e assim sabotar a possibilidade de uma vitória, do que encarar os resultados sabendo que fez o melhor.
É aquela velha questão: é melhor se arrepender de ter feito alguma coisa e não ter dado certo do que se arrepender de não ter feito nada?
 (o que indica que não se correu nenhum risco, ou seja, sequer tentou fazer com que algo desse certo).

É sempre muito mais fácil se esconder atrás de desculpas, ou pior, colocar a culpa em pessoas e situações exteriores (“eu não fui bem na prova porque fui em uma festa na noite anterior e os amigos ficaram me oferecendo bebida”) etc.
Alguns estudos mostram que, apesar de essa ser uma forma de defesa do ego, no médio e longo prazo acaba sendo muito pior do que seria se a pessoa tivesse enfrentado os seus demônios interiores e conseqüentemente, a situação exterior.

Lembre-se: desistir é fácil; difícil é largar o hábito de desistir.

Os psicólogos vêm estudando esse tipo de comportamento desde pelo menos 1978, quando Steven Berglas e Edward Jones começaram a utilizar a expressão “auto-sabotagem” para descrever os estudantes participantes de um estudo que optaram por usar uma droga que supostamente inibiria seu desempenho em uma prova (ainda que a informação não procedesse e a droga em questão na verdade fosse inerte).
Essa pulsão vai bem além de um simples rebaixamento generalizado de expectativas e tem mais a ver com a proteção da autoimagem do que com os conflitos psicológicos enraizados no desenvolvimento inicial da personalidade, em sentido freudiano.

Pesquisas recentes ajudaram a esclarecer não só que tipo de pessoa se sente mais inclinada a sabotar suas próprias chances como as consequências dessa atitude.
“É como aquela fala do velho filme Sindicato de Ladrões, com Marlon Brando: “eu poderia ter disputado o título”, disse Hirt. “

Há  longo prazo, para algumas pessoas pode ser mais fácil conviver com isso do que saber que fizeram o melhor que podiam e fracassaram

Um comentário:

  1. Oi, Lorena, bom dia!!
    Amei o texto! Embora os estudos mais aprofundados sejam relativamente recentes, a história é mesmo velha. E, como conceitos são transmitidos com mais facilidade que gripe, a praga está espalhada pelo mundo e é a desgraça de algumas nações em particular. Um dos maiores exemplos disso é o Brasil e as Olimpíadas.
    A auto-comiseração é a mãe da auto-sabotagem. Muitos creem mesmo que a vida os limitou, quando a verdade é que eles estão limitando suas vidas.
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos, menina
    Lello

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