terça-feira, outubro 30, 2012

Quando um casal decide se afastar




"É como desenformar bolo mal acabado. Sempre fica pedaço na forma... Pedaços que doem num ou noutro..."



Marcelo Bandeira
 

Pode o amor resignar-se? Pode o amor manter-se perplexo? Existe uma fragilidade insuspeitada no amor,
que pode torná-lo apático, indiferente?
O amor pode se perder, ser acometido de um estado permanente de inconsciência?

Acredito que não. Definitivamente, não.

O amor muda o significado das coisas, modifica o lugar das coisas, muda o tempo das coisas.

O amor, quando existe, é inextinguível. Sob determinadas circunstâncias ele simplesmente permanece incólume em algum lugar interno. Lugar indestrutível, inantigível pelas dificuldades da vida: o mais profundo refúgio, casamata, bunker, a última fonte vital de que dispomos para extrairmos energia, entusiamo, esperança, para intervir sobre um mundo tão dilacerado pela desumanidade e pelo egoísmo.
Pode um amor acabar?


4 comentários:

  1. Anônimo30/10/12

    o amor nao acaba!!! Ele se transforma!!!
    No pior das hipotese em odio e rancor!! na melhor delas em carinho e amizade!!

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  2. Elaine30/10/12

    Boa tarde Lorena!!
    Os pedaços na forma são a melhor forma de definir uma separaçao. Sempre muito dolorosa, e alguns pedaços jamais serão recuperados.
    abraços

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  3. Anônimo30/10/12

    é preciso muito amor para se manter casado, ou seguindo o contexto de Marcelo Bandeira, muito amor para evitar que se transforme em pedaços de bolo mal acabado! mas o paradoxo é que amar apenas não basta... aliás amar é deixar o outro ser quem ele é... até quando ele não nos quer mais.

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  4. Oi, Lorena, bom dia!!
    O que o Marcelo disse faz sentido! Amor tem várias receitas que dão certo, mas é preciso segui-las com todo cuidado, senão termina em bolo mal concebido, mal misturado, mal medido, mal acabado... E aí, ao desenformar, ficam os pedaços...
    Então, que estamos dizendo?! Que o amor acaba? Depende do ponto de vista de cada boleiro. Um boleiro dirá: mal ou bem acabado, é amor; então, acaba sim, e gera dor, rancor muitas vezes, ódio em algumas... Outro boleiro dirá: projeto de bolo não é bolo, não tem forma de bolo, jeito de bolo, aroma de bolo e principalmente gosto de bolo... Então, amor só pode ser considerado em sua forma completa, ou real, e essa não acaba. O que acaba é a paixão que se insinua de bolo, é a amizade que se sugeriu bolo,é a conveniência que se declarou bolo - mas não são bolos.
    Enquanto eles discutem, nós, que temos um bolo no forno, ficamos ansiosamente acendendo a luz, para ver se cresce, para ver se cria forma, para sentir o aroma... Outros de nós (ai, dor da vida) vemos que algo não vai bem, mas precisamos desenformar o bolo...
    Eles discutem, nós sentimos, e a vida, numa ou noutra teoria, no sorriso da alegria indizível do bolo perfeito ou na dor incalculável dos pedaços, precisa prosseguir...
    É tudo que entendo de confeitaria...
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    seu fã incondicional
    Lello

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