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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

E agora? Vou sofrer pelo que?

O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de trinta anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz? Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar um beijinho.

Tati Bernardi

Cadê minha cara metade?

Minha solidão é crônica, tem mais de década. Novidade é quando alguma história começa acontecer, mas o fim é tão próximo do começo que antes que a novidade se espalhe já vira notícia velha e então eu penso será que contar é que é o problema? Na verdade, quando sugiro isso, acho que tô tentando deslocar o problema prá algum lugar que não seja eu, uma desculpa esfarrapada a mim mesmo na tentativa de aliviar o peso de ser talvez o próprio erro. Sou romântica, mas na carência já representei todos os tipos... desencanada,desavergonhada, descolada, até eu perceber que o que eu na verdade representavaera a pura mulher desesperada. Sei que desesperada não é um tipo lá muito atraente, mas não fui durante esses dez últimos anos esse tipo de mulher, foi uma coisa que foi acontecendo de nove anos prá cá... sei lá...  não tem lógica! Parece um feitiço, alguma maldição... é como se me sentisse sempre perto de conseguir a receita do meu prato preferido, que em algumas raras ocasiões eu experimento, …

Estar com alguém errado

"Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo."
Tati Bernardi

Sabe aquela mulher?

"Sabe aquele mulher super equilibrada?
Que nunca te cobra nada?
Super segura, nada ciumenta e calma?
Ela tem outro."

Tati Bernardi



Quando o sucesso não é êxito



Dentro de todos nós há uma criança que quer experimentar o novo e o diferente, uma criança que tem uma curiosidade saudável pelo mundo que a cerca, que quer aprender a criar.
Em todos nós há necessidade de segurança, de proteção e de estabilidade.
A base da segurança está presente e serve de fundamento, permitindo a exploração de novas ideias e novas aprendizagens e experiências. Mas constantemente a necessidade de segurança e de dependência se mostram superiores à liberdade de explorar, e assim acabamos sufocando e até destruindo, os desejos criativos, a fantasia e a criança dentro de nós.

Buscamos fontes que satisfaçam nossa necessidade de dependência e de segurança, sacrificando a criança curiosa e criativa.

Há pessoas que correm muitos riscos, que não desistem de tentar. Algumas vezes ganham, em outras perdem.
Mas há aquelas que têm aversão ao risco, e fazem muito pouco uso de seu talento e de suas habilidades, com medo de mudar a visão da criança dependente e protegida que têm de s…

Será que você quer mesmo mudar?

Muitos de nós obtém mais ganhos se mantiver o status quo do que se partir para a mudança. Sabemos, sentimos, queremos mudar.
Não gostamos do modo como as coisas estão, mas a perspectiva de causar transtorno na nossa estabilidade e no que nos é familiar é muito assustadora.
Obtemos "ganhos" secundários com nosso sofrimento e não podemos nos arriscar nos livrar deles.
Lembro-me de uma conferência do qual participei. Um casal de idosos se apresentou. A mulher se locomovia com a ajuda de um andador, e o marido, com quem estava casada há muitos anos, segurava os braços enquanto ela andava.
Fisicamente não havia nada de errado com seu corpo que justificasse sua incapacidade de andar.
Um dos conferencistas com vasta experiência iniciou seu trabalho com ela, demonstrando o quanto suas pernas eram perfeitas. Sim, ela conseguia andar perfeitamente. Mas toda tentativa foi em vão.

A explicação é que havia muitos ganhos assegurados com o fato de ter o marido a seu lado, cuidando e realizando…

A crença de não ser bem sucedido

Existem pessoas que sempre me perguntam: "...por que isso sempre acontece comigo, acontece comigo."
Esse tipo de afirmação pode demonstrar uma crença de que não merece obter plenitudide naquilo que desejas pois você mesmo se sabota.
Uso muito a palavra auto sabotagem, pois acredito que seja um grande mal dos seres humanos.

Certa vez uma pessoa que acompanhei por um tempo ( e que me autorizou a revelar isso aqui) me disse: "Eu poderia ter feito melhor, mas deixo tudo para depois" (outro sinal de auto sabotagem)
e acreditava que as coisas eram melhores para os outros e nunca para ela.
Demorou um  tempo para ela perceber que as coisas eram difíceis para ela porque nada para ela era suficientemente bom. Ela não se permitia terminar nada e assim nada tinha fim e ia deixando tudo para depois. Inclusive a crença de que um dia seria feliz e plena.
Começava projetos apenas para abandoná-los.

Após algum tempo foi relembrando que também para seus pais nada do que fazia estava bom…

Escolha

Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas… Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão: ‘Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono… Que venha um sonho novo, então’. Marla de Queiroz

Solidão

"Solidão é a distância
que o separa de você mesmo
e não a distância
que o separa dos outros."


Luiz Gasparetto

O teste de fogo da verdade

Nenhum relacionamento pode crescer se você continuar evitando se expor. Se você continuar sendo astuto, erguendo salvaguardas, se protegendo, só as personalidades se encontrarão e os centros essenciais continuarão sozinhos. Só a sua máscara estará se relacionando, não você.

Sempre que algo assim acontece, existem quatro pessoas no relacionamento, não duas. Duas pessoas falsas continuam se encontrando, e duas pessoas verdadeiras continuam separadas uma da outra.

Existe um risco. Se você for verdadeiro, ninguém sabe se esse relacionamento será capaz de compreender a verdade, a autenticidade; se esse relacionamento será forte o suficiente para vencer a tempestade. Existe um risco, e, por causa dele, as pessoas continuam se protegendo.

Elas dizem o que deve ser dito, fazem o que deve ser feito. O amor se torna algo como um dever. Mas assim a realidade continua faminta, e a essência não é alimentada, e vai ficando cada vez mais triste.

As mentiras da personalidade são um fardo muito pesado…

Você é indeciso?

Seja decisivo
Disseram a Osho:

Estou apaixonada por outro homem, no Canadá, e estou num conflito porque também me sinto muito apaixonada pelo meu marido.
Isso simplesmente quer dizer que você ainda quer que algum tipo de conflito e discórdia continue. Isso pode não ser amor por outro homem; isso pode ser apenas amor pelo conflito. Amamos os conflitos porque, com eles, nos sentimos poderosos.

Quando tudo está indo bem, a gente sente como se nada estivesse acontecendo. A gente sente como se a vida fosse vazia. Se a vida está realmente harmoniosa, nos sentimos vazios...nenhuma excitação, nenhum pontapé, nenhuma emoção.

Assim, as pessoas dizem que elas gostariam de uma vida bem pacífica, mas ninguém realmente deseja isso - do contrário, ninguém está criando qualquer barreira. Assim elas prosseguem falando sobre isso e continuam buscando por uma vida pacífica – e continuam criando perturbações. Então fique atenta, cuidado. Se você ama seu marido, não há nenhuma necessidade de outro homem.

D…

Criatividade no lugar de dietas

Seus dentes são a sua violência condensada. Quando não pode usá-los, o único modo disponível para um homem civilizado é continuar a comer, continuar a se empanturrar. Uma pessoa criativa nunca é um comilão.

E quando alguém vem a mim e diz: "Como deixar de comer? Como parar? Porque agora o corpo está ficando feio, está juntando muita gordura. O que fazer para parar?". Minha sugestão é que, a menos que você se torne criativo, não pode parar de engordar.

Fazer dieta não ajudará; cedo ou tarde você começará a comer novamente por vingança. A menos que suas energias fiquem criativas, você continuará assim; continuará a empanturrar-se.

Osho, em "A Revolução: Conversas Sobre Kabir"
Imagem por Christi Nielsen