Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2011

Saber amar

O que é esse tema tão polêmico? Saber amar é possível?
O psiquiatra argentino Jorge Bucay revela em seus estudos que a medida do amor é dada não pelo quanto estamos dipostos a nos sacrificar por alguém, mas o quanto estamos dispostos a desenvolver nossa autonomia.
Portanto a idéia de que quando escolhemos alguem temos que passar a sermos um só cai por terra, pois a maior riqueza de viver a dois é a possibilidade de abrir espaço para que ambos possam ser quem são.
Muitas pessoas, no entanto, acreditam que precisam renunciar a si memos para estar junto de alguém.
A verdade é que a base de uma relação está exatamente no quanto consigo ser eu mesmo quando estou ao lado de quem amo.
Jorge Bucay acredita que o amor é a disposição de trabalhar intensa e comprometidamente para a liberdade da outra pessoa. Para  que ela possa ser o que quer ser, e não o que gostaríamos que fosse.
Esse mesmo especialista revela que a relação afetiva é o espelho que reflete quem somos, nossas qualidades e defeitos.
 S…

Amor simbiótico





 Bert Hellinger descreve em sua teoria sobre constelações familiares, que o relacionamento de um casal é a vida em pleno desenvolvimento. Isto é, quando um casal se relaciona é como dar corda para o relógio da vida.
A consumação do amor tem um profundo efeito na alma. Através dela o homem e a mulher se viculam de forma indissolúvel.
Mas existem alguns aspectos que acabam se tornando doentios e com o tempo podem adoecer a relação de um casal.
Por exemplo: um casal simbiótico, unidos pelo sonho de união total entre os parceiros. Próprio daqueles que têm medo de se responsabilizar pela prórpia vida, de andar com as próprias pernas. De quem busca um colo, um esconderijo do seu medo da vida.
 A psicoterapeuta Maria de Melo ressalta em seus escritos que quem não confia em si tem pânico de ser abandonado.
Quem não tem pernas para se mover por conta própria é que tenta mobilizar o companheiro para garantir sua presença e passa a alimentar sentimentos de medo, raiva, inveja.
Por vezes o comp…

Há pessoas que nos roubam! Há pessoas que nos devolvem!

Toda relação é um encontro de subjetividade. Como diz Martin Buber, ao estabelecer contato com uma pessoa, você e ela criam uma terceira pessoa. Porisso a questão a saber é em quem você se transforma quando está com esse outro alguém que escolheu para estar.
Nos encontros que realizamos, como é que fazemos para não perder de vista o que somos? Ser o que somos requer cuidados.

O desafio é constante. O risco é iminente. É muito fácil perder a liga existencial, o cordão que nos costura a nós mesmos. É muito fácil a gente se perder na pluralidade do mundo. É muito fácil entrar nos cativeiros dos que nos idealizam, dos que nos esmagam, dos que nos desconsideram, dos que pensam que nos esmagam, dos que pensam que nos amam, dos que nos viviam, dos que penam por nós.
Ser aprisionado no pensamento que nos impede de crer no valor de nosso potencial.
Tudo depende da capacidade que o ser humano tem de manter-se na posse de si, mesmo quando tudo parece contrário.
Há prisões que não são concretas, e …

De repente 30!

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar. Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada. Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir…