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Há pessoas que nos roubam! Há pessoas que nos devolvem!


Lovee :*
ocoracaotambempensa.blogspot
Toda relação é um encontro de subjetividade. Como diz Martin Buber, ao estabelecer contato com uma pessoa, você e ela criam uma terceira pessoa. Porisso a questão a saber é em quem você se transforma quando está com esse outro alguém que escolheu para estar.
Nos encontros que realizamos, como é que fazemos para não perder de vista o que somos?
Ser o que somos requer cuidados.

O desafio é constante. O risco é iminente. É muito fácil perder a liga existencial, o cordão que nos costura a nós mesmos. É muito fácil a gente se perder na pluralidade do mundo. É muito fácil entrar nos cativeiros dos que nos idealizam, dos que nos esmagam, dos que nos desconsideram, dos que pensam que nos esmagam, dos que pensam que nos amam, dos que nos viviam, dos que penam por nós.

Ser aprisionado no pensamento que nos impede de crer no valor de nosso potencial.

Tudo depende da capacidade que o ser humano tem de manter-se na posse de si, mesmo quando tudo parece contrário.

Há prisões que não são concretas, e por isso não há nada que possa concretamente ser quebrado.  
Por exemplo, ao sentir medo que uma pessoa nos abandone estamos atribuindo a ela autoridade sobre nossas vidas. Estamos nos aprisionando a ela.

Muitas relaçoes amorosas são ligadas pelo medo eminente do abandono do parceiro. Isso nos impõe a um cativeiro afetivo: a incapacidade em dizer não.
Sendo assim ela mesma não quer abrir as portas do cativeiro, prefere reduzir a sua vida àquele espaço miserável que lhe  é oferecido.
Fragilizado, o ser humano fica vulnerável, e facilmente é roubado de si mesmo. Acrítico, passa a sorver a existência sem muito pensar sobre ela. Entra no movimento doce do mundo que o entretém em vez de desafiá-lo. O ser humano vai fazendo a entrega de si mesmo em pequenas partes.
A invasão é lenta. E o pior; é ato permitido. O nosso medo autoriza o invasor.
Cada pessoa é uma propriedade já entregue, isto é, dada a si mesma, mas ainda precisa ser conquistada. É como  se pudéssemos reconhecer: “Eu já sou meu, mas preciso me conquistar”, porque embora eu tenha a escritura nas mãos, ainda não conheci a propriedade que a escritura me assegura possuir.
Nós é o que sobra do encontro entre o eu e o tu. Isso nos desperta simpatias e antipatias. Gostamos mais de estar com uns que com outros. O que nos atrai no outro é a terceira pessoa que conseguimos fazer nascer com nosso encontro.
Relações saudáveis são relações que nos devolvem a nós mesmos, e o melhor: devolvem-nos melhorados.
thaisemoraes.blogspot
O amor não diminui, mas multiplica!
Inspirado em Quem Me Roubou de Mim, de Fábio de Melo.







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