terça-feira, agosto 14, 2012

Despir-se de si mesmo..


Cada individualidade é uma manifestação do viver total: é preciso buscar o que é comum e o que é especifico, sendo assim é essencial o constante retorno da parte ao todo e vice-versa.
Compreensão não é um procedimento fechado: nada pode ser entendido de uma só vez e de uma vez por todas.

Psicoterapia nesse sentido revela-se um processo artesanal, onde não há observador imparcial, o investigador é parte da realidade que investiga.
Pensando sob o ponto de vista que a psicoterapia é por si só um processo dialético, que se torna a arte de pensar, interrogando, buscando ao mesmo tempo o consenso e as contradições. Não existem generalizações, considerando que desde o primeiro encontro se revela em permanente desenvolvimento, ao mesmo tempo parte de uma verdade maior.

Metodologicamente é necessário desvendar as múltiplas relações das coisas entre si, que elege a intersubjetividade como chão de análise; as contradições internas dos fenômenos apresentados pelo paciente, cliente, como queiram.

Algumas pessoas me perguntam como sei se a pessoa está mentindo ou não, sendo que para  a psicoterapia, na perspectiva fenomenológica, o contexto da experiência é também o lugar da falsidade fática.  Há para o terapeuta a necessidade de ir além da história pessoal e demarcar o contexto sócio-histórico que se insere aquela vida que ali se apresenta a ele.

Sendo assim, a mentira é também parte da história daquele que se apresenta, pode representar uma verdade inconsciente, um desejo, uma pulsão.

Para compreender o outro tem que se despir de si mesmo, sem haver uma verdade pronta e ter disposição e capacidade de se surpreender. A princípio não interpretar e sim escutar, porisso a psicoterapia é a arte de desenvolver constantemente a empatia.

Busca-se sentido e não a verdade essencialista...
Postura de respeito: exige um teor de racionalidade nos contextos e atores analisados, entendendo a linguagem como espaço de consensos e contradições onde se estabelecem diferenças, contrastes, dissensões e rupturas de sentido.

Na psicoterapia, ou processo psicoterapêutico  Liberdade e necessidade se  condicionam mutuamente

Sendo assim a psicoterapia, na perspectiva fenomenológica, é um espaço que pretende Superar a dicotomia entre estrutura e sujeito, entre qualidade e quantidade, entre objetividade e subjetividade.

Um comentário:

  1. Anônimo16/8/12

    Ser terapeuta é uma arte! mto bom o texto!!!

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