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O perigo da indecisão



Disseram a Osho:
Estou apaixonada por outro homem, no Canadá, e estou num conflito porque também me sinto muito apaixonada pelo meu marido.

Isso simplesmente quer dizer que você ainda quer que algum tipo de conflito e discórdia continue.

Isso pode não ser amor por outro homem; isso pode ser apenas amor pelo conflito. Amamos os conflitos porque, com eles, nos sentimos poderosos.

Quando tudo está indo bem, a gente sente como se nada estivesse acontecendo. A gente sente como se a vida fosse vazia. Se a vida está realmente harmoniosa, nos sentimos vazios...nenhuma excitação, nenhum pontapé, nenhuma emoção.

Assim, as pessoas dizem que elas gostariam de uma vida bem pacífica, mas ninguém realmente deseja isso - do contrário, ninguém está criando qualquer barreira. Assim elas prosseguem falando sobre isso e continuam buscando por uma vida pacífica – e continuam criando perturbações.

De fato, essa divisão mostra algo dividido em você. Quando alguém ama duas pessoas, isso simplesmente mostra que em algum lugar existe uma divisão interior, você não é uma. Daí a insistência que se você puder amar um isso irá ajudar, porque isso lhe tornará uma.

Se você não puder amar seu marido totalmente, deixe-o. 



 Então escolha. A decisão é boa porque lhe torna decidida. Não se demore porque isso também é uma decisão... uma decisão de permanecer indecisa. Escolha.

A vida é uma decisão contínua de momento a momento. Você não pode ir por todos os caminhos. Se você quer vir à Índia, você tem que deixar o Canadá. Se você quer viver no Canadá, você precisa deixar a Índia. Você não pode viver em todos os lugares. Não podemos nos espalhar por toda a terra. Iremos perder nosso ser totalmente. Temos que permanecer centrados.

Portanto, não somente com o amor, em relação a tudo: seja decisiva. Eu sei, eu compreendo que isso é duro. Às vezes é somente meio a meio. Parece difícil decidir, mas mesmo assim a gente precisa decidir.

Permanecer numa indecisão por muito tempo é muito perigoso. Isso lhe dá uma qualidade de ser indeciso.


 E se a pessoa aprende esse truque, então a pessoa desperdiça toda sua vida. Então nas pequenas coisas a pessoa começa a ficar indecisa também. A pessoa retarda, retarda... hesita. E também se houver muito retardamento e hesitação, será muito difícil dar o salto final para Deus, para o divino.

O amor é um aprendizado... a primeira lição da religião. Ele lhe ajuda a decidir. E se você puder decidir, na própria decisão algo dentro de você se cristaliza. Você verá isso. Se não você irá ficar bifurcada, você se tornará uma esquizofrênico: uma parte indo nessa direção e outra parte indo naquela direção. Uma casa dividida está sempre em perigo. Pode cair a qualquer momento.

Então você decide. Não digo para você decidir pelo seu marido – não estou dizendo isso – mas decida. Se você realmente quer ser feliz, seja decisiva. É preciso coragem para decidir, quase a coragem de um jogador, mas a vida é assim, mm?

 Nada é barato na vida, pelo menos não o amor. Ele exige. E essa é a beleza dele – que ele exige. Essa própria exigência lhe dá uma sintonia, um espírito... integridade, individualidade.

Osho, em "Be Realistic: Plan for a Miracle"
Fonte: Osho.com

 

Comentários

  1. Oi, Lorena, bom dia!!
    Estar indecisa entre o marido e o outro é um quadro de inúmeras matizes, depende de tanta coisa, de tantos momentos, de tantas vivências... Há um longo tempo até compreender-se essa indecisão. A única certeza é que não há amor simultâneo pelos dois. Há probabilidade de que não haja por nenhum. Certa vez, eu provoquei um abalo numa pessoa indecisa e ela correu para o lado que mais caro lhe era. De repente, ficamos rindo e ela disse: “não precisa dizer mais nada...” Desde então eu chamo o método de “teoria do abalo”... rs
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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  2. Oi Lello, confesso que fiquei bem curiosa com a tal 'teoria do abalo'!!!!! Em relaçao ao seu comentario, concordo quando vc diz que o amor já não é mais simultaneo nessas situaçoes, pois ninguem entra no coraçao do outro se esta nao estiver disponivel... resumindo se ela se apaixonou é pq nao estava mais completa com o outro, assim eu acho... quem vai saber...?
    beijos no coraçao!

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  3. Anônimo3/9/12

    Boa tarde! essa é uma história que acontece muito mais do que se pensa. A minha mesmo tem muito haver, me casei sabendo que estava em duvida, e com 7 meses de casamento tive certeza que nao queria estar com ela, mas aí ela ja estava gravida. Só consegui me separar depois de 15 anos. e tres filhos com ela. imagine como vivi todo esse tempo? me apaixonando para fugir um pouco da minha escolha.
    obrigado pelo espaço.
    um abraço a todos

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  4. Oi, Lorena, boa noite!!
    A tal teoria do abalo, tem sua inspiração registrada no livro bíblico chamado "Reis", capítulo 3, versos 16 a 28, numa consulta em grupo realizada por um sábio chamado Salomão. Passei a chamar "ponto de abalo" àquela situação/condição a que um ser humano chega quando diante de uma possibilidade que lhe é absolutamente traumática e absurda, inconcebível. A lei essencial se constitui destas premissas, salvo exceção ainda não identificada: 1. todo ser humano tem um "ponto de abalo" mais profundo e abrangente; 2. todo ser humano se movimenta mais decididamente quando sofre abalos, especialmente quando algum se dá no ponto mais crítico; 3. o ponto de abalo absoluto destroi qualquer resistência, qualquer concorrência (mesmo de outro abalo!), qualquer fator moral, enfim, qualquer outro fator que o enfrente.
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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